Ferramentas

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Inciando ainda! Agora vou falar sobre as ferramentas que uso e aparecerão aqui nos exemplos.

O compositor nos dias de hoje deve saber lidar com a informática. Não é um pré-requisito para ser um bom profissional, mas expande muito a lista de recursos para serem utilizados. Além de que com o advento dos chamados “instrumentos virtuais” já não somos mais reféns de outros para gravar nossa própria música. Claro que nada supera uma execução ao vivo (pelo menos pra mim), mas é uma alternativa viável para montar um portfólio sonoro quando não se é famoso e/ou não se tem a grana pra deixar uma orquestra e um estúdio de gravação à sua disposição. Isso sem falar de correntes artísticas em que o computador é peça chave na produção hoje em dia, como a música eletroacústica e a concreta (já que os aparelhos k7 sumiram).

Então, pra começar, temos que arrumar alguns softwares. Mas quais? Não sou especialista em produção musical nem em engenharia de som – venho de um background mais acústico, não mexia com gravação – mas dou meus pulos nesta área. Temos que dividir os softwares em funções e aí sim buscar os melhores para a gente, porque não existe o melhor no absoluto, e sim aquele com o qual lidamos melhor. Mas, em geral, eles costumam ser muito parecidos em recursos, interfaces e ambientes. Acaba a decisão sendo por gosto pessoal e por recursos computacionais disponíveis.

As principais funções:

  • DAW – Digital Audio Workstation: sequenciadores com a finalidade de gravar, editar ou tocar áudio digital. Basicamente servem para isso, mas com a capacidade de processamento atual e com a gama gigante de plugins, os DAWs servem realmente como estações para todos os tipos de trabalho, inclusive para performances ao vivo e gravações de alguns instrumentos virtuais, até para a geração de partituras. Usei por alguns anos o SONAR, mas meu pc onde estava instalado pifou, e perdi os cds de instalação… ainda estou me decidindo quanto a qual usarei daqui pra frente. Exemplos: Cakewalk SONAR®, Apple Logic Pro®, Ableton Live®, Cockos Reaper®, Steinberg Cubase®, Avid Pro-Tools®, Image-Line FL Studio® (o antigo Fruity Loops, que evoluiu de um criador de grooves/loops para um DAW bem completo) etc;
  • Edição de Partituras: assim como o MS Word serve para texto comum, existem programas para edição de partituras. Se tornam necessários quando você almeja levar sua música pra outros intérpretes e também para o registro delas – uma cópia da partitura é necessária neste processo. Eu uso o Finale 2006 (pago) e o MuseScore (freeware), mas existem vários outros com funcionamento parecido. O Sibelius também é muito utilizado. Outros exemplos: Encore, Guitar Pro, SmartScore, Power Tab Editor, Capella etc. Recomendo muito a utilização do MuseScore (baixável em http:\\musescore.com), praticamente aposentou meu Finale; tem alguns poucos bugs mas funciona muito bem no geral. A maioria dos exemplos aqui serão feitos por ele;
  • Edição de Áudio: são programas para edições rápidas em áudio digital. Geralmente os DAWs fazem todas as suas funções, mas para pequenos ajustes (como conversões de formato) prefiro utilizá-los, até porque não tenho computadores muito poderosos. O meu preferido é o Audacity (http://audacity.sourceforge.net), outro freeware;
  • Samples, Processadores de Efeitos e Sintetizadores: aqui vem a parte legal da coisa – são os “instrumentos” propriamente ditos. Samples são amostras de timbres ou pequenos loops que são utilizados como instrumentos, enquanto sintetizadores são programas que criam timbres a partir de alguma técnica de modelagem (ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Sintetizador#T.C3.A9cnicas_de_s.C3.ADntese). Processadores de efeitos são programas que modificam a entrada com algum efeito (reverb por exemplo). Existem padrões que unem estas características, como os Soundfonts, que usam síntese baseada em samples para a geração de sons. Há inúmeros programas que trabalham com samples e sintetizadores, inclusive a maioria dos DAWs já vem com sintetizadores e processadores de efeitos nativos. A Steinberg criou uma tecnologia que funciona de ligação entre sintetizadores/efeitos diversos e um DAW, como se fossem plugins. Ela tem o nome de Virtual Studio Technology, abreviada como VST.

Estes são os principais programas que serão usados. Também existem os programas para treino de percepção (Ear Tuner, EAROPE, Auralia…), mas falarei de alguns deles no próximo post. Alguma dúvida ou sugestão sobre softwares? Deixe nos comentários ou mande email para arssonis@gmail.com.

Até a próxima, pessoal!

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~ por arssonis em seg, 10/10/2011.

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